A integração entre ERP e solução fiscal deixou de ser apenas um requisito técnico. Hoje, ela é um elemento crítico de governança, conformidade tributária e continuidade operacional.
Em empresas de grande porte, onde ERPs como SAP e Oracle concentram pedidos, faturamento, estoque, compras e contabilidade, qualquer falha na troca de dados com a solução fiscal pode gerar inconsistências, retrabalho, multas e riscos relevantes de compliance.
Nesse contexto, integrar corretamente o ERP à Solução Fiscal da Synchro é o que garante que a apuração de tributos, as obrigações acessórias e os documentos fiscais fluam de ponta a ponta com segurança.
Mas, na prática, essa integração é mais complexa do que muitos conteúdos de mercado fazem parecer.
Neste artigo, reunimos cenários reais, desafios recorrentes e abordagens técnicas que efetivamente reduzem riscos, com base na experiência de projetos conduzidos pela GESIF em ambientes corporativos de alta volumetria.
O mito da “integração simples”
Grande parte dos fornecedores e integradores trata a integração fiscal como um processo básico: extrair dados do ERP, enviar para a solução fiscal e devolver resultados.
Na realidade, esse modelo superficial costuma gerar:
- divergência de cadastros
- dados incompletos ou inconsistentes
- dependência de planilhas paralelas
- ajustes manuais na apuração
- retrabalho recorrente do time fiscal
O resultado é uma operação frágil, pouco escalável e altamente dependente de pessoas.
Integração fiscal não é apenas “conectar sistemas”.
É projetar arquitetura de dados, regras de negócio e governança operacional.
Principais desafios na integração ERP + Synchro
Em projetos com grandes ERPs corporativos, alguns padrões de risco se repetem. Vale reforçar que esses desafios são comuns a ambientes complexos e de alto volume transacional, independentemente da tecnologia utilizada.
1. Dados mestres inconsistentes
Cadastros de NCM, CFOP, CST, regras tributárias e classificações fiscais muitas vezes ficam espalhados entre ERP, planilhas e parametrizações locais.
Sem padronização, a solução fiscal recebe informações conflitantes — e a apuração perde confiabilidade.
Soluções recomendadas:
- saneamento prévio de dados mestres
- definição de sistema “fonte da verdade”
- governança centralizada de cadastros
2. Customizações excessivas no ERP
Ambientes de SAP ou Oracle altamente customizados podem dificultar integrações padrão, criar dependências técnicas e elevar o custo de manutenção.
Cada mudança fiscal tende a exigir novos desenvolvimentos ou ajustes sistêmicos.
Soluções recomendadas:
- reduzir lógicas fiscais dentro do ERP
- concentrar regras tributárias na Synchro
- utilizar interfaces mais padronizadas e desacopladas
3. Processos manuais paralelos
Mesmo com integração ativa, muitas empresas mantêm controles em Excel para conferência.
Embora pareça uma camada extra de segurança, isso frequentemente gera dupla digitação, retrabalho e divergências entre sistemas.
Soluções recomendadas:
- automação consistente da apuração
- trilhas de auditoria no sistema
- substituição progressiva de controles externos por processos estruturados
4. Falta de visão ponta a ponta
TI cuida do ERP. Fiscal cuida da apuração. Cada área enxerga apenas sua parte do processo.
Sem uma visão integrada, erros se acumulam até impactarem o fechamento mensal.
Soluções recomendadas:
- arquitetura de dados documentada
- mapeamento completo do fluxo fiscal
- indicadores operacionais compartilhados entre áreas
Cenários práticos de integração
A seguir, alguns cenários recorrentes em empresas de grande porte.
SAP + Synchro
Integrações geralmente envolvem alto volume transacional, múltiplas filiais e processos complexos de faturamento.
Desafios comuns:
- grande quantidade de interfaces
- variações regionais de tributação
- dependência de desenvolvimentos específicos
Boas práticas:
- camadas intermediárias de integração
- padronização de layouts
- centralização das regras fiscais na Synchro
- testes de regressão frequentes
Oracle + Synchro
Ambientes Oracle costumam ter forte dependência de parametrizações contábeis e fiscais distribuídas entre módulos.
Desafios comuns:
- regras tributárias espalhadas
- integrações batch com menor rastreabilidade
- conciliações manuais
Boas práticas:
- revisão de arquitetura antes da implantação
- consolidação de regras na solução fiscal
- monitoramento automatizado de interfaces
O papel da consultoria especializada na implantação Synchro
Ferramentas sozinhas não resolvem o problema.
A qualidade da integração depende diretamente de:
- desenho de arquitetura
- entendimento profundo dos processos fiscais
- conhecimento técnico do ERP
- experiência prática em projetos complexos
É aqui que entra a atuação da GESIF.
Como consultoria especializada em implantação Synchro, a GESIF atua na ponte entre fiscal e tecnologia, estruturando:
- arquitetura fiscal integrada
- governança de dados
- interfaces seguras
- automação de ponta a ponta
- sustentação evolutiva (AMS Synchro)
O objetivo não é apenas “colocar para funcionar”, mas construir uma operação estável, auditável e escalável.
Benefícios de uma integração bem estruturada
Quando a integração é feita de forma arquitetural, os ganhos são claros:
- redução de retrabalho operacional
- menos ajustes manuais
- maior confiabilidade da apuração
- maior agilidade na adaptação às mudanças legais
- menor exposição a riscos de autuações
- fechamento fiscal mais previsível
Em um cenário de Reforma Tributária e aumento de exigências regulatórias, essa maturidade deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade.
Conclusão
Integrar ERP e solução fiscal não é apenas um projeto técnico — é um projeto de governança tributária.
Empresas que continuam tratando essa etapa como simples troca de arquivos tendem a conviver com riscos recorrentes.
Já aquelas que investem em arquitetura de dados, automação e implantação estruturada da Synchro constroem uma base sólida para crescer com segurança.
Se sua operação utiliza SAP ou Oracle e busca evoluir a integração com a solução fiscal, contar com uma consultoria especializada faz toda a diferença.
A GESIF apoia empresas na estruturação completa da arquitetura fiscal integrada, conectando ERP e Synchro com segurança, conformidade e escalabilidade.



