O ano de 2026 representa um marco significativo no cenário tributário brasileiro. Com a implementação progressiva da Reforma Tributária, especialmente dos novos tributos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), a forma como empresas estruturam seus processos fiscais, tecnologia e governança será ainda mais determinante para a conformidade e eficiência operacional ao longo da década. ( Conforme Portal da Câmara dos Deputados+1).
Abaixo, destacamos as principais tendências que devem orientar as decisões e priorizações das áreas fiscais e de TI nos próximos meses.
1. Transição gradual do sistema tributário: período de teste em 2026
Um dos pontos centrais para 2026 é que o ano não será apenas o início formal da reforma, mas também um “período de teste” para a implantação dos novos tributos. O IBS e a CBS serão testados nacionalmente, com destaque em documentos fiscais de alíquotas como CBS (0,9%) e IBS (0,1%), sem que isso signifique, necessariamente, uma cobrança imediata integral desses tributos. ( Conforme publicado por Portal da Câmara dos Deputados+1 ).
Essa fase tem como intenção permitir que o fisco e as empresas validem a operacionalização do novo modelo, testem sistemas e ajustem processos antes que o modelo esteja plenamente em vigor.
2. Adaptação dos leiautes e sistemas fiscais
A transição exige atualizações tecnológicas importantes. Os leiautes de documentos fiscais eletrônicos, como a NF-e e a NFC-e, já estão sendo adaptados para incluir campos relacionados ao IBS, à CBS e ao imposto seletivo. ( Conforme Portal Fiscal) .
Uma tendência clara é que empresas e provedores de sistemas precisam antecipar essas mudanças e testá-las em produção antes de 2026, garantindo que os sistemas consigam processar e transmitir com eficiência as informações exigidas.
3. Crescente importância da governança fiscal integrada
Com a coexistência de tributos antigos e novos durante a transição, aumenta a necessidade de governança fiscal integrada e centralizada. As empresas deverão consolidar dados provenientes de múltiplas fontes (ERP, soluções fiscais, sistemas legados) para permitir:
- Relatórios fiscais consistentes
- Rastreabilidade na emissão de documentos
- Auditoria eficaz
- Preparação para fiscalizações
Essa governança passa a ser um diferencial competitivo e uma necessidade operacional, não apenas um esforço de conformidade.
4. Ampliação do uso de automação e inteligência tributária
A automação fiscal deixa de ser um diferencial e se torna imprescindível. Em um cenário com múltiplos tributos coexistindo e novas regras a serem atendidas, tecnologias que automatizam cálculos, integrações e validações se tornam cada vez mais essenciais.
A tendência é que ferramentas avançadas de automação, como a Solução Fiscal Synchro, sejam cada vez mais integradas ao ambiente de ERP para:
- Reduzir erros manuais
- Aumentar a precisão das apurações
- Facilitar o cumprimento das obrigações acessórias
Empresas que investirem cedo nessas ferramentas estarão melhor posicionadas para antecipar adaptações e evitar retrabalhos.
5. Necessidade de atuação consultiva e planejamento tributário contínuo
A própria complexidade e o dinamismo do processo de transição tributária tornam evidente que a atuação consultiva não deve ser pontual, mas contínua. Estar alinhado à Reforma Tributária demanda:
- Avaliação constante de impactos legais e operacionais
- Monitoramento de atualizações nos leiautes fiscais
- Estratégias de adoção gradual
Esse movimento coloca consultorias especializadas em soluções fiscais em posição de destaque para apoiar empresas que buscam estruturar roadmaps tributários confiáveis.
6. Insegurança jurídica e necessidade de adaptação regional
Uma tendência emergente apontada por especialistas é a possível divergência de interpretações entre estados sobre aspectos como a base de cálculo de tributos, por exemplo, eventuais tentativas de incluir IBS e CBS na base de ICMS ou ISS. ( Conforme publicado por: gruporb.adv.b)
Isso reforça a necessidade de monitoramento constante de normas estaduais, soluções de consulta e precedentes administrativos que podem gerar impacto operacional e potencial necessidade de defesa em processos administrativos ou judiciais.
7. Longo prazo: caminho até 2033 e além
Embora 2026 seja um ano crucial, não é o fim do processo. A Reforma Tributária continuará evoluindo ao longo de anos — com etapas de implementação, ajustes de alíquotas e coexistência de antigos e novos tributos até a previsão de conclusão em 2033. ( Conforme publicado por Senado Federal)
Isso implica que as empresas não devem apenas se preparar para 2026, mas também estruturar estratégias duradouras que garantam:
- Atualização contínua dos sistemas
- Governança robusta de dados fiscais
- Capacitação técnica interna
- Suporte especializado de consultorias
Conclusão
O cenário tributário para 2026 coloca empresas diante de desafios significativos, mas também diante de oportunidades de modernizar seus processos fiscais, integrar sistemas e fortalecer a governança tributária.
Antecipar cenários, investir em automação e contar com apoio especializado são passos essenciais para garantir que sua empresa navegue as mudanças com segurança e eficiência.
Se você quer entender como sua operação pode se preparar para esse novo ciclo tributário, converse com os especialistas da GESIF e estruture um plano de ação seguro para sua empresa.



