A Reforma Tributária do consumo está em uma etapa crítica de transição em 2026. Embora a cobrança plena de tributos como IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços) ainda esteja programada para fases posteriores, o atual período de testes e adaptação já altera rotinas fiscais, sistemas e obrigações acessórias.
Nesse cenário, a construção de um plano de adequação fiscal robusto e sem riscos operacionais é essencial para grandes empresas. A complexidade técnica é alta — especialmente em ambientes ERP como SAP, Oracle e Infor — e exige não apenas conhecimento regulatório, mas também arquitetura de processos e integração tecnológica.
Este post orienta como estruturar um plano de adequação seguro e eficaz, com foco em conformidade, automação e governança fiscal.
🤝 Entendendo a Fase de Transição (2026)
A Reforma Tributária estabelece uma transição gradativa:
- 2026 é a fase de testes e adaptação — sem cobrança efetiva de IBS e CBS;
- documentos fiscais começam a apresentar campos de CBS e IBS de forma informativa/simuladora;
- estão em curso **projetos-piloto, validações de sistemas e ajustes de layouts;
- o modelo de apuração assistida (em que o Fisco gera uma proposta de apuração) está sendo testado.
Ou seja, a empresa ainda não está obrigada à apuração definitiva desses tributos, mas já precisa preparar seus sistemas e processos para que, quando a cobrança iniciar, o ambiente esteja pronto.
🎯 Por que um Plano de Adequação é Necessário Agora
Mesmo sem cobrança imediata, as empresas enfrentam:
- Revisões de layouts de arquivos fiscais (NF-e, CT-e, NFS-e, EFD);
- Atualizações de integrações entre ERP e soluções fiscais;
- **Ajustes em parametrizações de CST, NCM, CFOP, regras de crédito e tributação;
- **Necessidade de governança de dados fiscais;
- **Avaliação de impacto em processos de backoffice e compliance.
Sem um plano estruturado, os riscos operacionais podem se materializar em:
❌ Processos manuais que geram inconsistências;
❌ Retrabalho de apuração e ajustes de último minuto;
❌ Falhas de integração tecnológica;
❌ Inconsistências de cálculo;
❌ Penalidades por divergência em testes de ambiente.
📌 Etapas para Estruturar um Plano de Adequação Fiscal Seguro
A seguir, um roadmap prático e aplicável para estruturar a transição:
🧩 1. Avaliação Diagnóstica Inicial
Objetivo: Mapear os impactos da Reforma Tributária nos processos existentes.
Faça um inventário de:
- sistemas envolvidos (ERP principal + soluções fiscais);
- processos de emissão e apuração;
- rotinas de integração com o fisco;
- responsabilidades por área;
- pontos de risco (ex.: uso de campos obsoletos, classificações fiscais inconsistentes).
Esse diagnóstico cria a base para dimensionar o plano de ação.
⚙️ 2. Revisão de Regras de Negócio e Parametrizações Fiscais
Com base no diagnóstico:
- ajuste NCM, CFOP, CST e demais códigos;
- atualize regras de tributação de produtos e serviços;
- defina cenários de cálculo de IBS e CBS (mesmo que no ambiente de teste);
- assegure que o ERP e a solução fiscal entendam e apliquem esses ajustes.
Uma parametrização correta desde o início reduz retrabalho e risco de inconsistência.
🔄 3. Integração entre ERP e Soluções Fiscais
A conexão entre o ERP principal (ex.: SAP, Oracle ou Infor) e a Solucão Fiscal (como a Synchro) deve ser:
✔ automatizada
✔ auditável
✔ resiliente a mudanças futuras
Isso exige:
- APIs atualizadas;
- protocolos de comunicação seguros;
- logs de integração;
- monitoramento contínuo de falhas.
A integração é uma base para toda automação posterior.
📊 4. Governança de Dados Fiscais
A confiabilidade dos dados é central para a apuração assistida e para qualquer auditoria.
Recomendações:
- crie rotinas de validação automática;
- defina responsáveis por revisão periódica de tabelas;
- implemente controles de versão e histórico de parametrizações.
Governança de dados minimiza divergências de apuração.
🚀 5. Testes Antecipados e Ambientes Simulados
A fase de transição em 2026 é ideal para testar:
- emissões com campos de CBS/IBS informativos;
- simulações de apuração assistida;
- stress test de integrações;
- emissão de relatórios de revisão.
Testes antecipados revelam falhas antes que se tornem problemas operacionais.
📘 6. Treinamento e Capacitação de Equipes
O plano deve incluir:
- capacitação de equipes fiscais;
- treinamento técnico para TI;
- workshops sobre mudanças de códigos fiscais;
- simulações de cenários de apuração.
Uma equipe treinada reduz retrabalho e aumenta confiança operacional.
📈 7. Monitoramento e Melhoria Contínua
Mesmo após implementar ajustes, a fase de transição exige:
- dashboards de compliance;
- alertas automáticos de discrepância;
- revisões periódicas de parametrizações;
- acompanhamento de atualizações regulatórias.
As regras fiscais e layouts evoluirão no futuro; o plano deve ser vivo, não estático.
🧠 Principais Benefícios de um Plano Bem-estruturado
Empresas com um plano sólido ganham:
✔ maior previsibilidade tributária;
✔ redução de inconsistências entre ERP e solução fiscal;
✔ maior automação de apuração;
✔ menos retrabalho mensal;
✔ melhor preparo para o início efetivo da cobrança de IBS/CBS.
Além disso, um plano bem executado contribui diretamente para governança corporativa, auditoria contínua e compliance robusto.
💡 O Papel da Solução Fiscal Synchro e da GESIF
Para grandes empresas que operam com ambientes fiscais complexos e alto volume de transações, a integração entre ERP e Solução Fiscal não é apenas técnica — é estratégica.
A Solução Fiscal Synchro agrega:
- parametrização avançada para múltiplos tributos;
- automação de eventos fiscais;
- integração transparente com ERPs corporativos;
- relatórios gerenciais e de auditoria.
E a GESIF, com experiência em implantação, suporte, atualização e AMS da Synchro, atua nas fases mais críticas:
- análise de impacto fiscal;
- definição de arquitetura de dados;
- integração técnica entre sistemas;
- monitoramento de compliance;
- capacitação das áreas fiscais e de TI.
📌 Conclusão
A fase de transição da Reforma Tributária em 2026 é uma oportunidade para as empresas fortalecerem seus processos fiscais, integrarem melhor seus ERPs e soluções fiscais e se prepararem para um novo modelo de conformidade digital.
Um plano de adequação bem estruturado — com foco em automação, governança de dados e integração tecnológica — reduz riscos operacionais e coloca a empresa em posição de vantagem competitiva para os próximos anos.
👉 A pergunta essencial agora não é apenas “Estamos prontos para 2027?”,
mas sim: “Estamos construindo uma base tecnológica e de processos que garante conformidade, performance e controle contínuo diante da Reforma Tributária?”



