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CBS e IBS já aparecem na NF-e: como preparar sua solução fiscal e ERP para a fase de testes da Reforma Tributária

A Reforma Tributária do consumo inaugura um novo modelo tributário no Brasil, com a introdução da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) em substituição gradual a tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS. Como parte da fase de transição que começa em 2026, os campos de CBS e IBS já passam a ser obrigatórios no leiaute da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e demais documentos fiscais eletrônicos — mesmo que ainda sem impacto financeiro direto no pagamento dos tributos.

Essa mudança exige preparo técnico da solução fiscal e do ERP corporativo para garantir emissão correta dos documentos, evitar falhas operacionais e aproveitar todo o potencial da fase de testes que precede a cobrança efetiva. Neste post, abordamos o que muda, os riscos de não estar preparado e as melhores práticas de adequação.


📌 O que muda na NF-e a partir de 2026

✔ Novos campos obrigatórios para CBS e IBS

A partir de 1º de janeiro de 2026, os documentos fiscais eletrônicos — inclusive a NF-e — deverão conter o destaque dos tributos CBS e IBS por operação, conforme regras e leiautes definidos em Notas Técnicas oficiais.

✔ Atualização dos esquemas XML

As alterações estão sendo introduzidas por meio de Notas Técnicas atualizadas (como a NT 2025.002), que definem novos campos de tributação para CBS, IBS e outros tributos relacionados. Esses campos fazem parte do novo grupo de informações tributárias no XML da NF-e.

✔ Ambiente de testes e validação

Antes da obrigatoriedade plena em 2026, os ambientes de emissão já permitem testes com o novo leiaute desde 2025. Preparar e validar desde já reduz o risco de rejeições ou erros operacionais quando a produção começar.


🛠 Qual o significado dessa fase de testes

2026 é considerado “ano-teste” da Reforma Tributária, no qual:

  • Os campos de CBS e IBS aparecem obrigatoriamente na NF-e e demais documentos fiscais;
  • A emissão com os novos campos válida é exigida pelos sistemas autorizadores;
  • Não há recolhimento tributário efetivo de CBS/IBS se todas as obrigações acessórias forem cumpridas corretamente.

Essa fase permite que empresas, fornecedores de software e consultorias identifiquem falhas, ajustem parametrizações e validem processos antes do início da cobrança tributária plena em 2027 ou conforme cronograma oficial.


⚠️ Riscos de não preparar o ERP e a solução fiscal

Sem um preparo adequado, sua empresa pode enfrentar:

❌ Rejeição de documentos fiscais

A falta ou preenchimento incorreto dos campos de CBS e IBS pode impedir a autorização de NF-e, NFC-e e outros documentos.

❌ Processos manuais que aumentam o retrabalho

Sistemas legados ou parametrizações incompletas demandam ajustes à mão, aumentando a chance de inconsistências fiscais.

❌ Falhas de integração tecnológica

ERPs, soluções fiscais e sistemas de emissão precisam trabalhar de forma integrada para garantir que todos os campos tributários sejam preenchidos com qualidade e consistência.


📈 Melhores práticas para preparar sua solução fiscal e ERP

A adequação técnica requer uma abordagem estruturada. Aqui estão os principais passos:


🔍 1. Atualize o leiaute da NF-e e das notas relacionadas

Garanta que seu ERP e sua solução fiscal estejam alinhados com as Notas Técnicas mais recentes (por exemplo, NT 2025.002 ou versões posteriores), incluindo todos os novos campos de CBS, IBS e tributos correlatos.


🔄 2. Valide os dados tributários por operação

Parâmetros como CST, cClassTrib, alíquotas e códigos de tributação precisam ser corretamente mapeados para refletir a realidade fiscal de cada item e operação. A falta de consistência nesses campos pode gerar rejeições ou inconsistências na apuração assistida futura.


⚙️ 3. Integre ERP e solução fiscal de forma robusta

  • Configure corretamente os eventos de emissão e recepção;
  • Estabeleça rotinas automatizadas para envio do XML atualizado;
  • Implemente logs e alertas de erro para antecipar falhas de autorização.

Uma integração bem estruturada evita interrupções operacionais e gargalos no compliance fiscal.


🧪 4. Teste continuamente em ambiente controlado

Use ambientes de homologação para testar cenários de emissão com diferentes perfis de tributação e volumes de notas. Testes frequentes garantem que mudanças futuras no leiaute ou regras de validação não impactem a operacionalidade.


📘 5. Governança de dados fiscais

Estabeleça controles de qualidade para dados mestres (como NCM, CFOP e CST), pois eles serão diretamente utilizados no preenchimento dos campos de CBS e IBS. A adoção de rotinas de revisão periódica é fundamental.


🤝 O papel da Solução Fiscal Synchro e da GESIF

A adequação fiscal diante da Reforma Tributária exige conhecimento técnico profundo, integração entre sistemas e processo de governança consolidado. A Solução Fiscal Synchro, por sua capacidade de parametrização avançada e integração com os principais ERPs corporativos (SAP, Oracle, Infor), reduz riscos de inconsistências e rejeições. A GESIF, como consultoria especializada em implantação, atualização e suporte da Synchro, atua na definição de estratégias de adequação, execução técnica das integrações e monitoramento contínuo de compliance.


📌 Conclusão

A inserção de CBS e IBS nos campos da NF-e representa uma das mudanças mais significativas da Reforma Tributária em 2026, mesmo na fase de testes. Empresas que anteciparem a adequação de seus sistemas, processos de emissão e integração fiscal estarão mais preparadas para a cobrança real desses tributos, evitando riscos operacionais e fortalecendo o compliance digital.

👉 A pergunta central agora é: seu ERP e solução fiscal estão tecnicamente preparados para atender às novas obrigações desde o primeiro dia da fase de testes em 2026?

Conte com a GESIF e a Solução Fiscal Synchro para garantir uma adequação sólida, integrada e sem riscos operacionais.

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