A Reforma Tributária marca uma mudança estrutural na forma como as empresas lidam com seus processos fiscais. A introdução gradual do IBS e da CBS, os novos modelos de apuração em construção, as regras de transição e a ampliação das obrigações informativas elevam o nível de complexidade da operação fiscal corporativa.
Diante desse cenário, iniciar um projeto de adequação à Reforma Tributária exige mais do que ajustes pontuais em sistemas. Exige análise estratégica, visão de longo prazo e uma base técnica sólida para garantir previsibilidade, governança e estabilidade operacional ao longo de toda a transição.
A seguir, destacamos os principais pontos que devem ser avaliados antes de dar início a esse movimento.
1. Maturidade atual da operação fiscal
Antes de olhar para o futuro, é fundamental compreender o ponto de partida.
Avalie:
- Nível de padronização de dados fiscais e cadastros críticos;
- Consistência das regras de negócio aplicadas hoje;
- Grau de dependência de processos manuais ou exceções operacionais;
- Capacidade de rastrear informações ao longo do ciclo fiscal.
Por que isso importa: operações com baixa maturidade tendem a amplificar riscos quando submetidas a novos modelos tributários e a volumes maiores de validações.
2. Arquitetura de sistemas e integrações
A Reforma Tributária exige uma operação fiscal mais integrada, rastreável e resiliente.
É essencial avaliar:
- Como ERP, solução fiscal e sistemas satélites se comunicam;
- Se as integrações suportam maior frequência e consistência na troca de dados;
- Existência de logs, controles e mecanismos de monitoramento.
Boa prática: eliminar fluxos paralelos e intervenções manuais que comprometem a rastreabilidade e aumentam o risco operacional.
3. Parametrizações fiscais e lógica tributária
Muitas empresas operam com parametrizações historicamente construídas, que funcionam bem no modelo atual, mas precisam ser revisitadas.
Avalie:
- A aderência das regras atuais à lógica projetada do IBS e da CBS;
- A flexibilidade do ambiente para absorver regras de transição;
- A capacidade de evolução das parametrizações sem impacto disruptivo.
Ponto de atenção: parametrizações legadas não são um problema em si, mas precisam ser revisadas à luz do novo modelo para evitar inconsistências futuras.
4. Governança e controle das mudanças
A Reforma Tributária não será implementada de uma única vez. O cenário será marcado por atualizações normativas, notas técnicas e ajustes progressivos.
Antes de iniciar o projeto, verifique:
- Se há processos formais de gestão de mudanças;
- Como atualizações legais são analisadas, testadas e aplicadas;
- Se existem ambientes de homologação e roteiros de testes fiscais.
Resultado esperado: menos riscos em produção e maior previsibilidade operacional ao longo da transição.
5. Capacidade de monitoramento e auditoria
Com a ampliação das obrigações informativas, a rastreabilidade deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico.
Avalie se sua operação conta com:
- Dashboards operacionais e fiscais;
- Trilhas de auditoria ponta a ponta;
- Indicadores de exceção, rejeições e retrabalho.
Por que importa: identificar desvios rapidamente reduz impactos no fechamento e aumenta a segurança frente a auditorias.
6. Sustentação evolutiva ao longo da transição
Adequação à Reforma Tributária não é um projeto com data de fim clara — é um processo contínuo.
É fundamental avaliar:
- Se há sustentação especializada para acompanhar a evolução normativa;
- Como impactos fiscais e técnicos são avaliados antes de cada atualização;
- Se existe revisão periódica de processos, integrações e parametrizações.
Aqui está um diferencial importante: operações com sustentação evolutiva estruturada conseguem absorver mudanças com menor esforço interno e maior estabilidade.
7. Clareza de escopo e papel dos parceiros
Por fim, é essencial definir claramente quem faz o quê.
Um projeto bem-sucedido começa com:
- Escopo técnico bem delimitado;
- Responsabilidades claras entre áreas internas, ERP, solução fiscal e consultoria;
- Alinhamento entre objetivos estratégicos e execução operacional.
A adequação à Reforma Tributária não é apenas tecnológica — é organizacional, processual e estratégica.
Conclusão: preparação exige método, não improviso
A Reforma Tributária impõe um novo patamar de exigência à gestão fiscal corporativa. Avaliar corretamente esses pontos antes de iniciar um projeto de adequação é o que separa uma transição controlada de um cenário de retrabalho, riscos e instabilidade.
A Solução Fiscal Synchro oferece uma base robusta, escalável e preparada para esse novo ciclo. E é justamente na estruturação, revisão, otimização e sustentação dessa base que a GESIF atua, apoiando grandes empresas a atravessarem a Reforma Tributária com segurança, previsibilidade e eficiência operacional.



